nem todos os países mudam a sua hora legal







HORÁRIO DE VERÃO E HORÁRIO DE INVERNO: ADIANTAR OU ATRASAR A HORA

Em 2015, dos 195 países reconhecidos pela ONU, hoje, apenas 82 adiantam 1 hora (calhou 29 de Março, mas a regra é proceder à alteração entre o Sábado e o Domingo).
113 Países não mudam a sua hora legal.


"Daylight Saving Time":

Tudo começou em 1916 nos EUA. O objectivo foi poupar energia. O nome oficial da iniciativa: “Daylight Savings Time” (DST). Foi pensado por Benjamin Franklin para poupar velas... em 1784. Mas só seria implementado em 1916 para poupar recursos durante a Primeira Guerra Mundial. Acabaria por ser recuperado depois da crise do petróleo de 1973 e por transformar-se em diretiva europeia em 1981.

Em 2011 eram 110 os países que mudavam a hora duas vezes por ano. Antes, na Europa a Islândia e a Rússia foram a excepção. Na Rússia, não adoptaram este "Daylight Saving Time" porque estudos terão concluído que a hora de inverno deixava o povo deprimido, contribuindo para um aumento da taxa de suicídios. Dmitri Medveded, o então presidente russo, afirmou no início de 2011 que o país viveria sempre no horário de verão.

Actualmente, nos EUA esta prática começa a perder o encanto: os estados do Arizona e Havai não mudam os ponteiros do relógio durante o ano; o Utah poderá abandonar igualmente a mudança da hora.


Quem teve a ideia?

Um dos Founding Fathers dos Estados Unidos: Benjamin Franklin. O norte-americano escreveu um artigo — “Economical Project for Diminishing the Cost of Light” — para o Journal de Paris, em 1784, no qual defendia a importância de mudar a hora para gerar poupanças. Mas a ideia só andou para a frente graças a um londrino — William Willett –, que, no entanto, não conseguiu convencer os governantes do país com o panfleto “The Waste of Daylight”, em 1907. O jovem Winston Churchill apoiou a teoria, mas ela não chegou ser aprovada.

Com a Primeira Guerra Mundial a Alemanha e o império Austro-Húngaro optaram pela tese de Willett. O Reino Unido e a França anunciaram poucos dias depois a mesma decisão. Em 1916 foi a vez da Rússia e dos Estados Unidos.