Público - O ensino profissional que funciona

Público - Uma escola criada por empresas onde os alunos não têm problemas de emprego


Escola Tecnológica do Litoral Alentejano (ETLA). O estabelecimento de ensino acaba de celebrar 20 anos e fica em Sines, à entrada da vila. 
A escola prepara os alunos para o mercado de trabalho e a maioria tem saídas profissionais e ofertas de emprego mal termina a formação, assegura o director da ETLA, Joaquim Marques. 
Cerca de 35 por cento continuam para o ensino superior. "Quando os empregadores nos pedem diplomados, não temos ou não temos os melhores, porque esses prosseguem os estudos", revela. Muitos tentam conciliar o superior com o primeiro emprego; outros começam a trabalhar e depois entram no superior; e há ainda quem, não tendo terminado o curso, se comprometa a fazê-lo e entre no mercado de trabalho, acrescenta Joaquim Marques. "Há cursos em que os pedidos são mais do que os diplomados", diz. Um exemplo é o curso de Química Tecnológica. O mercado não precisa de engenheiros, mas de técnicos, reforça.


Uma rara excepção. Certamente a estória desta notícia não se aplica à maioria dos actuais cursos profissionais mas há o potencial da coisa.

Por norma mal entendidos acerca das estratégias de ensino, ausência de recursos materiais adequados e, sobretudo, uma logística pouco funcional têm como consequência uma desadequação deste tipo de ensino em relação ao tipo de alunos que o procuram.

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No caso da minha escola, a secundária Severim de Faria em Évora, tenho testemunhado o caso exemplar do Curso Profissional de Animador Sociocultural. Um curso com alguma tradição e, melhor ainda, com um processo de estágios e um trabalho de motivação de alunos muito bons - elogios para os professores Maria do Anjo e António Cravo.

Estes professores, responsáveis por este curso e pelo seu processo de estágios, têm conduzido um trabalho de qualidade com as instituições do concelho e, parte mais difícil, um trabalho de qualidade ao longo dos anos.

Várias vezes fiquei de boca aberta com os milagres operados em alunos desmotivados (com "percursos escolares" complicados e para os quais eu próprio perdera a paciência) mas que obtiveram, no final do caminho, um emprego que os redimiu ou, nos casos mais dedicados, optaram por seguir estudos superiores.