na sala de aula





Cá estamos. Na sala de TIC com o Profissional de Área de Estudo da Comunidade a geo-referenciar as 53 Instituições de Acção Social [IAS] na cidade de Évora.

Identificamos, listamos, caracterizamos, localizamos e cartografamos as IAS. Usamos o GOOGLE EARTH e às Quartas-feiras andamos pela cidade de mapa na mão a corrigir dados e a fazer filmes de cada instituição trabalhada.

nota:
um abraço e parabéns ao pessoal do 1ºASC

trabalho de projecto

A aula está tranquila. Aqui, na Área de Estudo da Comunidade (Profissional de Animador Sociocultural) estamos todos no Google Earth a cartografar e caracterizar as 53 instituiçõers de acção social na cidade de Évora. É uma colaboração com a disciplina de Animação Sociocultural e que junta dois módulos da minha disciplina

Em breve haverá mais novidades e alguns comentários sobre o «mundo» dos cursos profissionais.

nota:
haverá notas para todos os gostos - e, sobretudo, falta de notas (legalmente, não é possível atribuir negativas)

«avaliar-me» avaliado

A minha avaliação é uma dificuldade e é mázinha
- uma chatice, é o que é.

Normalmente a dificuldade maior está na quantidade de alunos (277 no ano passado) ou uma manta de retalhos de matérias e níveis de ensino (este ano apenas tenho 103 alunos mas inúmeros níveis, disciplinas e módulos). Curiosamente, uma aluna, espantada com a média nacional de 9 alunos para 1 professor, perguntava se tal não é levado em conta na avaliaçõ docente - não, não conta nada!

A dificuldade seguinte é a menorização da Geografia. Como consequência não tenho equipamentos para dar boas aulas, excepto o giz com quadro verde e a luta pela requisição dos projectores (datahows) e pc´s que é, no mínimo, um embaraço. Enfim, em plena era dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) as salas TIC estão vedadas ao pessoal de Geografia...

O terceiro obstáculo já o mencionei no post anterior. A falta de formação. No meu caso agradecia formação à séria nas matemáticas e ciências - nem que fosse para apanhar as novidades que andam no ar.

Finalmente, a dificuldade de fundo. É o instituído «nivelar por baixo» para não criar exclusão dos mais fracos (i.e., na prática quem não trabalha). Em verdade, esta dificuldade prende-se com uma cultura de não-trabalho, não-mérito que facilmente torna cada aula dada numa luta ou numa discussão.

A burocracia e a polémica avaliação de professores passam por migalhas.

Formação

Em Março e Abril tive a oportunidade de frequentar uma Acção de Formação (Monitorização Ambiental no Ensino das Ciências). Um acto banal não fosse acontecer ser a minha primeira formação nas áreas das ciências desde 1994 - nos idos de 1995 fiz uma outra acção em "expressões dramáticas"(!?).

Como actualizar conhecimentos?
É um dos problemas mais prementes na actual crise do ensino - sobretudo agora que temos um sistema de avaliação de professores que desvaloriza a obtenção de mestrados ou doutoramentos.

Em 15 anos de professorado uma única formação genérica em ciências... (mas não em Geografia... irónico, não?).