Público - Exmo. Sr. Não autorizo aulas de educação sexual

Público - Exmo. Sr. Não autorizo aulas de educação sexual


Hoje fui informado de carta similar entregue aqui, na Severim de faria. Concordo.

Sempre concordei. Já nos tempos da Charneca de Caparica, Almada, recusei fazer «Educação sexual» nas, então, minhas aulas de formação cívica (por acaso para uma turma fantástica, que me deixou imensas saudades, e que provavelmente não me levantaria dificuldades a uma eventual «educação sexual» - um Xis para o pessoal do então 7ºC;)

Oponho-me em primeiro lugar por pudor.
Em segundo lugar pela liberdade dos meus alunos e suas famílias, além de que não consigo aceitar para mim o papel de educador sexual - diz a poética das coisas importantes, que sobre o que não podemos falar, devemos calar.
Em terceiro lugar porque assumir a educação da intimidade, dos afectos e da sexualidade é abrir uma caixa de pandora.

Encaro, inclusive, a situação como uma agressão. Um novo tipo de fascismo social que mexe e manipula os mais ínfimos pormenores da vida e da liberdade de cada um de nós a pretexto de intenções bem intencionadas. E, se não me engano muito, a escola actual é um local cada vez menos livre e cada vez mais triste, com intromissões legislativas constantes sobre os mais íntimos e os mais pequenos nadas...